Hot In The Shade - Lançado em 17 de Outubro de 1989
! Todas as resenhas por Ricardo Rockiss, exceto “YOU LOVE ME TO HATE YOU” por Marques Love Gun !
RISE TO IT: Um início blues acústico(!!!) já me animou quando comecei a ouvir o álbum. Gene introduz com uma nota só e há um pequeno solo de Bruce. Uma música com uma pegada que a banda não fazia há alguns anos. Um rock simples, mas com qualidade superior. Paul canta bem como sempre. O refrão não é grudento e as dobras vocais ficaram muito bem colocadas. Gene faz apenas a marcação com o baixo. Há intervenções de Bruce ao longo de toda a música e os solos perfeitos, sem excessos de malabarismos, exatamente o que a música pedia. Uma grande faixa, estilo Paul Stanley.
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BETRAYED: Uma faixa digna de Simmons, diferente e ao mesmo tempo ao estilo, pois Gene é sempre mais diversificado para compor. O andamento da bateria muito é bem colocado, fugindo do trivial . Os vocais de Gene não estão forçados e os back vocals estão perfeitos. Há várias intervenções de Bruce ao longo de toda a música. No final Gene dá uma barbarizada nos vocais. Outra grande faixa, em parceria com Tommy Thayer.
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HIDE YOUR HEART: Uma música simples e na minha opinião proposital para ser um single, pelo seu andamento e coros. Tem um andamento simples de bateria e baixo. Paul postou a voz muito bem, com algumas interveções ao longo de toda a música. Bruce aparece mais como um guitarrista de Rock'n'Roll. Os coros são o que chamam atenção pois grudam fácil no ouvido. Uma boa faixa.
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PRISONER OF LOVE: Outra grande música de Gene, um Hard Rock autêntico, com um solo inicial e um riff pesado. Gene não canta forçado, e dobra e atrasa alguns vocais e faz algo bem diferente do tradicional. Os backs ficaram muito bem feitos. Os solos e intervenções de Bruce ficaram realmente perfeitos nessa música. Eric imprime um andamento muito bom. Uma grande faixa. Destaco a interpretação vocal de Gene.
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READ MY BODY: Um inicio que chegou a me lembrar um Rap e uma interpretação de Paul que também me levou a lembrar disto também no início. Um riff comum acompanha quase toda a música. Os back vocals ficaram bons e as dobras vocais de Paul também. Ponto alto: Os solos do Bruce.
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LOVE'S A SLAP IN THE FACE: Uma música simples de Simmons. Vemos um Gene cantando sem forçar a voz. Tem muito back vocals e dobras vocais que na minha opinião ficaram mais com Eric que com Paul. Uma música comum.
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FOREVER: Uma balada muito bem escrita e sem introdução, já começando com voz; pouco comum. Paul usando um violão de 12 cordas enriqueceu o timbre. Os vocais ficaram ao estilo de Paul, ou seja altos. O refrão embora fácil não é grudento. Ouve-se uns teclados ao fundo que criaram um clima muito legal. O baixo por conta de Bruce. Eric se dá bem e fez um bom trabalho, mesmo em uma balada. O solo de violão de Bruce ficou sensacional, muito bom com harmônicos e tudo. Puro feeling. Os back vocals perfeitos. Uma grande faixa.
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SILVER SPOON: Um dedilhado inicia essa grande faixa de Paul. Essa música tem o estilo de composição de Paul. Parece que ele usou também slide durante os riffs. Paul canta muito nessa música. Bruce intervem ao longo de toda a faixa. Os backs vocals ficaram muito bons. Eric também tocou muito nessa faixa. Bruce fez um solo mesclando anos 70 e 80 no estilo; muito bom. No final o andamento muda para o dedilhado (com um pouco de flanger na guitarra) e um coro feminino inovou no estilo KISS e realmente ficou perfeito. Grande!!
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CADILLAC DREAMS: Um Rock'n'Roll de Gene Simmons, com uma letra típica dele. Um andamento simples por partes das guitarras e algumas intervenções de Bruce. O andamento de Eric, com tempos "quebrados" mostra a qualidade e a criatividade do cara. Gene canta bem sem forçar a voz, os backs vocals poucos e quando aparecem ficaram bons. Ouve-se uns metais (brass) arranjados por Paul que deram um tom meio "big band" para a música. Uma grande faixa.
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KING OF HEARTS: Um início diferentes com as guitarras soando abafadas. Paul canta bem e com algumas dobras vocais e junto com os backs vocals, são os destaques de faixa. Eric fez um bom trabalho com algumas variações. Gene se arriscou um pouco mais no baixo nessa faixa. Bruce fez um solo com uso de alavancas que ficou legal. Uma grande faixa pelos vocais e o dedilhado inicial.
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THE STREET GIVETH AND THE STREET TAKETH AWAY: Um violão (com um pouco de flanger) inicia essa grande música. Uma faixa com estilo Gene, que usa riffs que ficam mais pesados que os de Paul. Acho que teve slide também nas guitarras. O solo, mesclado de anos 70 e 80, do Bruce ficou muito bom. Os back vocals muito bons com destaque para a voz de Paul. Eric não comprometeu. Uma boa faixa com parceira de Tommy Thayer.
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YOU LOVE ME TO HATE YOU: Mais uma da parceria Stanley/ Child. Um início marcado pela bateria de Eric Carr, que logo é acompanhado por um riff rasgado e simples. Ela tem o estilo “Hard Rock”. Os vocais começam mais cadenciados, com algumas dobras e mudam de tom ao chegar no refrão, ficando um pouco mais ácidos. Não chega a ter um solo propriamente dito, mas a repetição do riff tocado sem o acompanhamento dos vocais. No final o refrão é repetido até acabar em fader.
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SOMEWHERE BETWEEN HEAVEN AND HELL: Essa faixa tem um andamento "portentoso" impresso pelas linhas de baixo, bem marcadas. Gene canta limpo mais uma vez, e as dobras de vocais ficaram diferentes, mas bem feitas. Eric fez o que a música pedia, simples e por isso mesmo méritos pra ele. O solo ficou da mesma forma que a bateria, simples e eficiente. Em um dos últimos refrões ouve-se apenas a voz de Eric. Grande.
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LITTLE CEASAR: Essa faixa, exceto pelos backvocals, pode ser considerado uma faixa solo, pois Eric além da bateria, toca o baixo e canta e as guitarras todas são por conta do Bruce. É uma boa música, com um andamento marcado por curtos riffs. Um solo inicial e simples começa esta faixa. Apesar de ser uma música sua, Eric não abusa da bateria, méritos pra ele: bom senso é uma virtude de poucos. Bruce mais uma vez nos solos estilo anos 70. Uma grande faixa.
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BOOMERANG: Essa é aquela faixa pesada que tem de constar e realmente cumpre o papel. Eric usa dois bumbos durante a faixa toda e abusa, no bom sentido, das "rodadas". Gene canta uma parte somente acompanhado pela bateria, outra novidade no KISS e também há várias dobras de vocais. Bruce faz várias intervenções e os solos estão bem no estilo dos anos 80. Uma boa faixa.